sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Pai nosso

Se essas religiões vivessem minimamente o conteúdo da ora¬ção do Pai-Nosso, haveria júbilo, e não choro, paz, e não guerras, requinte de lucidez, e não loucuras. Como o mais pujante dos oradores, o homem Jesus elevou sua voz. Suas palavras penetraram no mais íntimo dos que o ouviam como a lâmina de um cirurgião que disseca os tecidos secretos. No meio do seu discurso, respirou profundamente, fez uma pausa serena e ensinou sua magna oração, criando uma plata-forma para que a humanidade tivesse um diálogo íntimo, trans¬lúcido e aberto com o misterioso Autor da existência. Ele bradou em voz bem alta: Pai-Nosso Que estás nos céus, Santificado seja o Teu nome, Venha a nós o Teu reino, Seja feita a Tua vontade, Assim na terra como no céu, O pão nosso de cada dia nos dá hoje, Perdoa as nossas ofensas, Assim como temos perdoado a quem nos tem ofendido, E não nos deixes cair em tentação, Mas livra-nos do mal. (Mateus 6:9) O Pai-Nosso é uma caixa de segredos. É preciso abri-la. Com as palavras dessa oração Jesus procurava emancipar as mentes, libertar a emoção. Nela, nenhum miserável foi excluí¬do, nenhum errante foi rechaçado, nenhum sacrifício foi pe¬dido, nenhum dogma, proclamado, nenhuma lei, estabelecida. Seus enigmas fascinantes são capazes de expandir o poten¬cial humano não apenas no campo da espiritualidade, mas tam¬bém no terreno da saúde psíquica, das relações sociais, da supe¬ração de conflitos, da educação, do desenvolvimento da inteli¬gência, do resgate da liderança do eu. São implicações sur¬preendentes. A oração do Pai-Nosso rima nos extremos: é singela e com¬plexa, calma e incendiaria, inofensiva e desafiadora. Jamais pala¬vras simples tiveram tanta profundidade. Jamais um texto tão pequeno foi tão revolucionário. Experimente você também entender as entre linha desta maravilhosa oração..................

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